Acidente

Bebê de um ano morre após engasgar com bolinha de gude.

Menina engoliu objeto de vidro, que parou na garganta e impediu a respiração durante a tarde desta terça. Ela chegou a ser socorrida pelos Bombeiros, que tentaram reanimá-la por meia hora, mas não resistiu

Publicada em 17/07/19 às 09:29h - 11756 visualizações

por Diário da Região


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 (Foto: DIVULGAÇÃO.)

Uma menina de um ano morreu na tarde desta terça-feira, 16, após engasgar com uma bolinha de gude. O Corpo de Bombeiros foi acionado e o Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (GRAU) tentou reanimar a criança por aproximadamente meia hora, sem sucesso. A pequena foi levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, onde chegou em parada cardiorrespiratória irreversível. O óbito foi constatado às 15h30, ainda no caminho para a UPA. O caso aconteceu no Jardim das Laranjeiras.

A bolinha de gude parou na garganta da menina, impedindo sua respiração. A reportagem apurou que, depois que a criança engasgou, a tia que estava cuidando dela chegou a levá-la até uma farmácia das proximidades para buscar socorro. Nas redes sociais, testemunhas relataram o desespero de quem tentava ajudar a criança. O resgate teria chegado momentos depois. Um boletim de ocorrência de morte acidental foi registrado na Central de Flagrantes. A mãe da menina foi comunicada por telefone sobre o acidente.

A família mora a alguns quarteirões da casa da tia, no Jardim das Laranjeiras, nas proximidades do Eldorado. Ela fica com a irmã da mãe para que os pais possam trabalhar. No momento do engasgo, outros parentes ajudaram no socorro. A menina era filha única. O corpo passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto e o enterro está programado para as 14h desta quarta-feira, 17, no Jardim da Paz, em Rio Preto. Procurados, os familiares não quiseram falar com a reportagem sobre o ocorrido.

Desde 2015 até outubro de 2018, de acordo com números do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto, 2,7 mil crianças foram atendidas por ingerirem pequenos objetos, como peças de brinquedo, borrachas, moedas e crucifixos. Na lista de vilões ainda estão grãos de feijão e caroços de azeitona. Em quatro anos, três crianças morreram. Os dados somam casos em que os corpos estranhos foram encontrados no ouvido, no trato respiratório e no trato digestivo.

De acordo com Jorge Haddad, presidente da divisão regional da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenador da UTI infantil da Beneficência Portuguesa, é normal que até os dois anos as crianças levem objetos até a boca - a chamada fase oral, natural ao desenvolvimento. "Corpo estranho nas vias aéreas superiores é extremamente perigoso para a criança", afirma.

As vias aéreas das crianças são pequeninas, então o objeto pode ficar preso e não sair mesmo com as manobras de expulsão, que variam conforme a idade (saiba mais nesta página). Essa é uma atitude que deve ser tomada quando a criança não estiver respirando e apresentar sinais de asfixia. Enquanto faz a manobra, o adulto deve acionar o serviço de resgate.

De acordo com Gustavo Marcatto, chefe do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde de Rio Preto, o recomendado é não tentar retirar o objeto do nariz ou da boca da criança, pois corre-se o risco de empurrá-lo mais, piorando o quadro. "Se estiver vendo o objeto até dá para tentar puxar, mas é muito arriscado. O ideal é induzir a tosse com a manobra de Heimlich", afirma.

A recomendação da Sociedade de Pediatria de São Paulo é não mexer na criança se ela estiver engasgada, mas conseguir tossir - ou seja, não chacoalhar, não virar de ponta cabeça, não tentar retirar o objeto, não fazer manobras de desengasgue. O ideal é manter o pequeno em uma posição confortável e incentivá-lo a tossir, ato que é a melhor chance de expelir o objeto que causou o engasgo. A tosse também indica que a criança está respirando.

Prevenção

Algumas formas de prevenir engasgos são retirar do ambiente objetos que apresentem risco; presentar apenas com brinquedos certificados pelo Inmetro e de acordo com a faixa etária indicada pelo fabricante, além de evitar os brinquedos com peças pequenas. O responsável também não deve permitir que a criança coma andando ou correndo e alguns alimentos são os mais perigosos, como pipoca, balas duras e amendoim.

(Colaborou Marco Antônio dos Santos)




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