CORONAVÍRUS

Mapa das UTIs coloca Fernandópolis e Barretos em situação crítica.

Publicada em 23/06/20 às 11:00h - 844 visualizações

por DL NEWS - Folhapress.


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 (Foto: DIVULGAÇÃO)


UTIs cheias

Nas imediações de Rio Preto, duas cidades apresentam alerta com relação aos leitos de UTI ocupados. O maior problema, segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, está no município de Barretos, que apresenta 73,7% de sua capacidade comprometida. Na sequência, vem Fernandópolis, que tem 71,5% dos leitos ocupados. Bebedouro bateu na casa dos 65,1%. O período de avaliação vai de 11 a 17 de junho.

Moderado
Enquanto isso, Rio Preto e Catanduva, as maiores cidades da região, têm índices bem menores de ocupação. Rio Preto está com 42,1% da capacidade total comprometida e Catanduva, com 38,2%. O problema principal nos hospitais destas cidades, no entanto, é a falta de medicamentos para entubação de pacientes graves de Covid-19, como relaxantes musculares e sedativos.

Alívio momentâneo
O índice de ocupação de UTI em 42,1% em Rio Preto é fator determinante para permanência da região na "Fase 2" do Plano São Paulo. Em outros municípios referências regionais, o alerta máximo já foi dado. Em Ribeirão Preto e Presidente Prudente, as taxas de ocupação são de 77,4%. Em Bauru, por exemplo, o índice é de 72,2%. Franca está em 70,6% e Araçatuba, em 67,7%. No litoral, Santos tem 70,6% de leitos de UTI ocupados. A Capital, por exemplo, tem ocupação de 72%, o que mostra que o epicentro da doença não é mais a cidade de São Paulo.

Transferência
A continuar com esse índice, Rio Preto pode, a qualquer momento, começar a receber pacientes de outras regiões, principalmente para o Hospital de Base. Caso movimentos contrários comecem a ganhar força, o promotor de Catanduva, André Luiz Nogueira Cunha avisa que pessoas públicas podem responder por improbidade administrativa, caso o Ministério Público perceba movimentos contra pacientes.

Outras vítimas
A falta de medicamentos como relaxantes musculares e sedativos no Brasil, provocada pela alta demanda da Covid-19, já impacta diretamente um outro serviço que é referência para todo o País: o setor de queimados do Hospital Padre Albino, de Catanduva. Cirurgias reparadoras, por exemplo, também estão suspensas.

Sem vagas
Para priorizar emergências e vítimas graves da Covid-19 que precisam ser entubadas, o serviço não está conseguindo oferecer as vagas solicitadas pelo Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) do Estado de São Paulo.

Níveis críticos
Segundo o diretor-médico do Hospital Padre Albino, Luís Fernando Colla, todos os procedimentos eletivos estão suspensos, inclusive a oferta de vagas de queimados ao sistema de regulação, devido aos níveis críticos em estoques dos medicamentos utilizados para analgesia e sedação.

Ruim para todos
O médico diz que não pode divulgar números de pedidos que não puderam ser atendidos, mas afirma que a capacidade do setor no Padre Albino está "quase esgotada”. Apesar do foco nos hospitais públicos, instituições privadas de Catanduva, como o Hospital São Domingos, também estão com dificuldades para aquisição dos medicamentos.

Santa Casa também
Em Rio Preto, o provedor da Santa Casa, Nadin Cury, tomou a decisão de suspender as cirurgias eletivas devido à falta dos medicamentos, a exemplo do que fizeram instituições como o Hospital de Base e o Hospital Padre Albino. Ele disse que seu estoque, hoje, é suficiente apenas para os próximos 15 dias.

Internado
Internado no Hospital de Base neste domingo (21), após uma tomografia apontar comprometimento de 25% do pulmão devido à Covid-19, o pré-candidato a prefeito de Rio Preto pelo PDT, Carlos de Arnaldo, 62 anos, disse à coluna na tarde desta segunda (22), pelo Whatsapp, que nunca imaginou que pudesse sofrer de tal forma os efeitos do novo coronavírus.

"Não é brincadeira”
"Graças a Deus estou reagindo bem. Mas essa doença não é brincadeira. Não tenho nenhuma doença e faço atividade física quase todos os dias. Nunca imaginei que fosse parar num hospital”, disse ele.

Que sirva de alerta
Carlos de Arnaldo está sendo monitorado num quarto isolado, lúcido e tomando medição como azitromicina e anticoagulantes. Ele espera que o fato de ser saudável e, ainda assim, sofrer as complicações pelas quais está passando, sirva de alerta para as pessoas de que "a coisa é séria”, de que precisam usar máscaras e obedecer o distanciamento social.



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